De onde viemos?
Para onde vamos?
O mar que era imenso e azul,
hoje há apenas lixo.
O céu que sempre foi estrelado,
hoje está coberto de cinza escuro.
As flores que sempre exalavam cheiro suave e delicioso,
hoje não exalam mais nada.
As flores foram destruídas e com ela a esperança.
Mas ainda resta a esperança dos tolos
que acreditam que uma flor renascerá do asfalto,
pequena e delicada, mas mesmo assim uma flor.
Que esses tolos não a deixem morrer,
não de novo.
Que eles não a deixem sucumbir em um mar de desespero,
pois não terá mais volta.
Esta flor é unica e precisa ser regada com água colorida.
E apenas os tolos podem fazê-lo,
pois só eles acreditam que a esperança possa renascer das cinzas.
Inspirado em Drummond
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